quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Dignidade X Orgulho


Dignidadde
1.     Qualidade de digno.
2.     2. Modo digno de proceder.
3.     3. Procedimento que atrai o respeito dos outros.
4.     4. Brio; gravidade.
5.     5. Cargo ou título de alta graduação.
6.     6. Honraria.
7.     7. Dignitário.

Orgulho
1.     1. Manifestação do alto apreço ou conceito em que alguém se tem.
2.     2. Soberba ridícula.
3.     3. Brio.

Observando as definições do dicionário Aurélio sobre essas duas palavras, não restam dúvidas sobre suas diferenças, se falarmos no sentimento de cada uma na teoria das palavras que tão sabiamente descrevem qualquer sentimento ou sensação.
Mas se falarmos em uma ordem prática, no sentimento sentido e não no sentimento descrito, qual a diferença entre as duas coisas?
Onde fica o limite que separa a dignidade do orgulho? Na prática onde termina um e onde inicia o outro?
Dignidade é poder viver, sobreviver por seus próprios meios sem necessitar receber nada de ninguém ou orgulho é não aceitar nada de ninguém mesmo que a necessidade se faça presente?
Creio que o último parágrafo descreva, mas nãoo explique exatamente os dois casos, mas sem, contudo explicar o que é cada um.
O porquê da incongruência do descrever sem explicar? Por que creio eu que descrever seja mais fácil do que explicar ou exemplificar qualquer coisa.
Uma pessoa ganha bem, de repente ela perde quase tudo, ela não querer aceitar ajuda é orgulho ou dignidade?
Uma pessoa sempre teve pouco, ela não querer aceitar ajuda é orgulho ou dignidade?
Eis aí a diferença entre uma coisa e outra, essa resposta está somente em um lugar, no coração de cada um, no íntimo de cada pessoa.
Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, e cada um sabe onde termina a sua dignidade e começa seu orgulho.
Definir isso somente pertence a seres maiores do que nós.
Enquanto não atinjo esse patamar tenho certeza que estou no orgulho, pois a necessidade me fere.
MARINA MARTINS

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Inversão ?


Nos últimos tempos vemos crescer um sentimento nas pessoas que eu particularmente ainda não consegui entender, esse sentimento é expresso por frases como “Prefiro bicho às pessoas” ou “ Quanto mais conheço os homens, mais gosto do meu cachorro”.
Eu prefiro bicho e pessoas, gosto dos dois, cada um com suas particularidades e peculiaridades me chamam a atenção.
Creio que os dois podem ser bons ou ruins, isso dependerá do meio em que sejam criados.
Um cachorro fica violento por que seu dono assim o instiga, ou seja, as circunstâncias da vida desse animal o levaram a desenvolver o instinto defesa e a melhor defesa é o ataque. E um ser humano que se torna ruim, não será pelos mesmos motivos?
Os amigos que me conhecem sabem o quanto eu gosto de cachorros, gosto muito deles na casa de seus donos e eu na minha, por isso eu sou uma pessoa má, sem coração, sem sentimentos? Não sou assim, apenas não gosto de ter esses animais, prefiro os gatos, mesmo porque seguindo o “Prefiro bicho às pessoas” não poderíamos matar as baratinhas que são animaizinhos que não deveriam ser sacrificados tanto quanto os cachorros, gatos, pássaros também não devem ser.
Isso não quer dizer que eu faça qualquer maldade com os cachorros, simplesmente não gosto deles e como o que a gente emana a gente recebe de volta, eles também não gostam de mim.
Não sou a favor de qualquer tipo de maus tratos contra animais, sou contra usar roupas, calçados e afins que provenham do sacrifício de qualquer ser vivente.
Vejo uma desvalorização de nossa raça por ela mesma, vemos movimentos, protestos e manifestações pelos direitos dos animais, mas e os direitos do ser humano onde ficam?
Onde estão as manifestações quando vemos crianças, adultos e velhos sendo mortos em guerras civis pelo mundo afora, onde ficam as manifestações com o trabalho escravo que ainda é uma realidade no mundo e inclusive em nosso país, onde todos os dias seres humanos morrem pela ganância de políticos que sim, são seres humanos imperfeitos e que tem culpa de serem corruptos, mas eles só estão fazendo o que fazem por nossa culpa que a cada 4 anos votamos nos mesmos pulhas para nos guiar.
Então o que vejo é uma animalização do ser humano e uma humanização do animal, os dois merecem o nosso amor, cuidado e respeito, mas o ser humano tem que ser mais bem cuidado, pois, em nosso futuro quem irá nos governar serão seres humanos e não animais e esses seres humanos irão responder a sua raça como a sua raça lhes trata, o que se dependesse de hoje só uma palavra poderia descrever, e essa palavra é descaso.
Temos que deixar de ser tão animais e passar a ser mais racionais, viver em harmonia com o mundo que nos foi dado, sem preterir nada da criação do Pai, pois tudo que ele aqui colocou foi com um propósito, e sermos a única raça racional também dever ter um propósito bem grande, cuidarmos de tudo em nosso planeta, inclusive da nossa raça.

MARINA MARTINS

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Apartheid de novo?


Estava navegando na internet quando vi a seguinte notícia: Morte de jornalista mobiliza redes sociais – Lucas Cardoso fortuna pode ter sido vítima de homofobia, o jornalista era ativista na luta pelos direitos dos homossexuais, o jovem foi encontrado morto na praia de Calhetas, no Cabo de Santo Agostinho, litoral sul de Pernambuco, no domingo (18).
Vendo essas notícias penso que estamos lutando pelas coisas erradas ou seria da forma errada?
Voltamos ao apartheid só que de um jeito pior? Segregamos por raça, por religião, por clube de futebol, por opção sexual ou por qualquer detalhe mínimo que faça um grupo ser minimamente diferente dos outros?
E ai vemos discussões sobre a validade e sobre o direito ou não dos homossexuais se casarem, se a família que eles irão constituir será uma família de fato ou não?
Agora me digam, o amor fraternal faz diferença entre pessoas? Quer dizer o amor olha e diz “Essa pessoa é branca, vou ser maior e melhor nela” ou “Essa família é negra, eles não são tão bons então serei maior nela”, ou quem sabe ainda ele diz” Essa família é de homossexuais, nem chegarei perto deles”.
Será que é Isso que acontece? Ou será que a ignorância da existência de seres superiores urra em nossos ouvidos.
Ao contrário do que parece não estou aqui defendendo minorias, estou defendendo a unidade e não a fração, pois não deveria haver minorias e maiorias somos todos seres humanos, cada um com sua individualidade, mas formamos uma única raça e não várias frações.
Nesses tempos de segregação que estamos vivendo muitas vezes as “minorias” abusam em se fazer de “coitadinhos”. Não se pode falar mais nada, nãopodemos chamar gordo de gordo, nem preto de preto, nem homossexual de homossexual, nem branco de branco, por que vivemos em uma sociedade que se ofende com tudo que qualquer um diga.
Não defendo nenhum tipo de extremismo, seja ele de qualquer tipo, esteja ele defendendo qualquer grupo.
Por acaso Negros, Pardos e Índios são mais burros do que os outros? Creio que não, mas somos segregados nos vestibulares quando existem “cotas” e as cotas que querem proteger uns joga outros no buraco, quer dizer que um branco que tenha nascido na favela não tem direito de entrar em uma faculdade pública só pela cor da pele dele? Por acaso ele não teve as mesmas oportunidades do negro que nasceu na mesma comunidade, ou só pela quantidade inferior de melanina no tecido epitelial dele ele automaticamente tem um Q.I maior?
Não deveríamos ter cotas, pois isso é a mesma coisa que enfeitar a porcaria, não resolve nada.
Então deveríamos para de nos segregar a nós mesmos em qualquer que seja o “clubinho” e nos unir como seres da mesma espécie, parar de ser ofendidos com qualquer coisinha e nos unir para quem sabe um dia sermos dignos das verdades que tanto gostamos de pregar.
Marina Martins