segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Apartheid de novo?


Estava navegando na internet quando vi a seguinte notícia: Morte de jornalista mobiliza redes sociais – Lucas Cardoso fortuna pode ter sido vítima de homofobia, o jornalista era ativista na luta pelos direitos dos homossexuais, o jovem foi encontrado morto na praia de Calhetas, no Cabo de Santo Agostinho, litoral sul de Pernambuco, no domingo (18).
Vendo essas notícias penso que estamos lutando pelas coisas erradas ou seria da forma errada?
Voltamos ao apartheid só que de um jeito pior? Segregamos por raça, por religião, por clube de futebol, por opção sexual ou por qualquer detalhe mínimo que faça um grupo ser minimamente diferente dos outros?
E ai vemos discussões sobre a validade e sobre o direito ou não dos homossexuais se casarem, se a família que eles irão constituir será uma família de fato ou não?
Agora me digam, o amor fraternal faz diferença entre pessoas? Quer dizer o amor olha e diz “Essa pessoa é branca, vou ser maior e melhor nela” ou “Essa família é negra, eles não são tão bons então serei maior nela”, ou quem sabe ainda ele diz” Essa família é de homossexuais, nem chegarei perto deles”.
Será que é Isso que acontece? Ou será que a ignorância da existência de seres superiores urra em nossos ouvidos.
Ao contrário do que parece não estou aqui defendendo minorias, estou defendendo a unidade e não a fração, pois não deveria haver minorias e maiorias somos todos seres humanos, cada um com sua individualidade, mas formamos uma única raça e não várias frações.
Nesses tempos de segregação que estamos vivendo muitas vezes as “minorias” abusam em se fazer de “coitadinhos”. Não se pode falar mais nada, nãopodemos chamar gordo de gordo, nem preto de preto, nem homossexual de homossexual, nem branco de branco, por que vivemos em uma sociedade que se ofende com tudo que qualquer um diga.
Não defendo nenhum tipo de extremismo, seja ele de qualquer tipo, esteja ele defendendo qualquer grupo.
Por acaso Negros, Pardos e Índios são mais burros do que os outros? Creio que não, mas somos segregados nos vestibulares quando existem “cotas” e as cotas que querem proteger uns joga outros no buraco, quer dizer que um branco que tenha nascido na favela não tem direito de entrar em uma faculdade pública só pela cor da pele dele? Por acaso ele não teve as mesmas oportunidades do negro que nasceu na mesma comunidade, ou só pela quantidade inferior de melanina no tecido epitelial dele ele automaticamente tem um Q.I maior?
Não deveríamos ter cotas, pois isso é a mesma coisa que enfeitar a porcaria, não resolve nada.
Então deveríamos para de nos segregar a nós mesmos em qualquer que seja o “clubinho” e nos unir como seres da mesma espécie, parar de ser ofendidos com qualquer coisinha e nos unir para quem sabe um dia sermos dignos das verdades que tanto gostamos de pregar.
Marina Martins

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