Estava navegando na internet quando vi a seguinte notícia: Morte de jornalista
mobiliza redes sociais – Lucas Cardoso fortuna pode ter sido vítima de
homofobia, o jornalista era ativista
na luta pelos direitos dos homossexuais, o jovem foi encontrado morto na praia
de Calhetas, no Cabo de Santo Agostinho, litoral sul de Pernambuco, no domingo
(18).
Vendo
essas notícias penso que estamos lutando pelas coisas erradas ou seria da forma
errada?
Voltamos
ao apartheid só que de um jeito pior?
Segregamos por raça, por religião, por clube de futebol, por opção sexual ou
por qualquer detalhe mínimo que faça um grupo ser minimamente diferente dos
outros?
E ai vemos discussões sobre a validade e sobre o direito ou não
dos homossexuais se casarem, se a família que eles irão constituir será uma
família de fato ou não?
Agora me digam, o amor fraternal faz diferença entre pessoas? Quer
dizer o amor olha e diz “Essa pessoa é branca, vou ser maior e melhor nela” ou
“Essa família é negra, eles não são tão bons então serei maior nela”, ou quem
sabe ainda ele diz” Essa família é de homossexuais, nem chegarei perto deles”.
Será que é Isso que acontece? Ou será que a ignorância da
existência de seres superiores urra em nossos ouvidos.
Ao contrário do que parece não estou aqui defendendo minorias,
estou defendendo a unidade e não a fração, pois não deveria haver minorias e
maiorias somos todos seres humanos, cada um com sua individualidade, mas
formamos uma única raça e não várias frações.
Nesses tempos de segregação que estamos vivendo muitas vezes as “minorias”
abusam em se fazer de “coitadinhos”. Não se pode falar mais nada, nãopodemos
chamar gordo de gordo, nem preto de preto, nem homossexual de homossexual, nem
branco de branco, por que vivemos em uma sociedade que se ofende com tudo que
qualquer um diga.
Não defendo nenhum tipo de extremismo, seja ele de qualquer tipo,
esteja ele defendendo qualquer grupo.
Por acaso Negros, Pardos e Índios são mais burros do que os
outros? Creio que não, mas somos segregados nos vestibulares quando existem “cotas”
e as cotas que querem proteger uns joga outros no buraco, quer dizer que um
branco que tenha nascido na favela não tem direito de entrar em uma faculdade
pública só pela cor da pele dele? Por acaso ele não teve as mesmas
oportunidades do negro que nasceu na mesma comunidade, ou só pela quantidade
inferior de melanina no tecido epitelial dele ele automaticamente tem um Q.I
maior?
Não deveríamos ter cotas, pois isso é a mesma coisa que enfeitar a
porcaria, não resolve nada.
Então deveríamos para de nos segregar a nós mesmos em qualquer que
seja o “clubinho” e nos unir como seres da mesma espécie, parar de ser ofendidos
com qualquer coisinha e nos unir para quem sabe um dia sermos dignos das
verdades que tanto gostamos de pregar.
Marina Martins
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